Diário de um desafio fracassado :: Um mês sem açúcar Set2020

Em setembro de 2020 tentei fazer um desafio de 30 dias sem açúcar e fracassei em15 dias, mas fiz um pequeno diário das dificuldades e efeitos que acho agora que vale a pena partilhar.

Dia 1

Os cravings começaram cedo: na primeira noite sonhei que comia um sundae de caramelo e amêndoas do Macdonalds, algo que nunca como porque mesmo quando ataco um sundae normalmente é de morango.

Também estive irritadiça e chateada.

Dia 2

Letárgica e tristonha. Não me apetece fazer nada nada nada. Tive enxaqueca de tarde.

Dia 4

Tudo normal! No cravings no nothing. Apetece-me cozinhar e preparar as coisas em casa, se isso pode ser um sinal… Achoque é dos bons!

Dia 5

O dia não estava a correr bem e apetecia-me muito um doce; fiz papa de aveia com leite de coco, banana e pepitas de cacau cru; tb tinha brownie sem açúcar no congelador do qual comi um cubo.

Dia 11

Descobri esta semana o HALT (hungry, angry, lonely and tired) os gatilhos que acionam as adições e acredito que será muito útil para combater a tentação de voltar ao açúcar.

Estou muito mais mindful com a comida, faço mais comida em casa e como mais legumes e comida vegetariana. Aborrece-me menos comer pão a toda a hora (algo que não me chateia tanto quando posso comer doces porque às vezes “variar” é comer uma bolacha ou bolo) e acho que estou a comer menos farinha – o que não é mau, porque a) reduz a probabilidde de desenvolver sensibilidade ao glúten e b) faz com que coma mais cereais integrais e c) coma mais comida incluindo mais vegetais

Sinto o palato alterado (deteto mais facilmente o doce) e apetece-me mais vegetais e comida vegetariana

Dia 12

Craving incontrolável de croissant com manteiga (há um mês que ando com vontade de comer isto) desde ontem. Consegui aguentar durante a manhã e fiquei com dores de cabeça. Ao lanche um colega pede um croissant e eu cedo à tentação. A dor de cabeça desaparece quase instantaneamente e fico com energia até à noite.

À noite voltei a comer comida com açúcar adicionado (bolachas digestivas e pão com marmelada) e o efeito foi nulo relativamente a boost de energia ou influência em dores de cabeça.

Também noto que estou a ficar com alguma fadiga de comer sempre a mesma coisa: a comida sem açúcar adicionado tipicamente temos de trazer de casa, a não ser que se trate de pão (tradicional) com manteiga, queijo ou fiambre e já começo a ficar farta, confesso. Acho que tenho de começar a cozinhar em casa comida tipo bolachas boas (o sabor doce não está proibido, só o aúcar) e a comida da semana deve estar preparada de antemão.

Acho que essencialmente é esta a lição a aprender: tenho de cozinhar ao sábado com o forno para prever estas situações.

Dia 13

A queda do comboio é intensa. Hoje comi… salame de chocolate! Achava que me ia sentir menos ansiosa, mas o que aconteceu foi que senti um rush de energia e uma grande ansiedade depois, com mais vontade de comer mais e mais. Foi muito dificil controlar a seguir. Tenho de voltar ao desafio RÁPIDO.

Suponho que ontem ter ajudado consumir açúcar para poder trabalhar bem e concentrada sem dores de cabeça me convenceu que seria boa ideia, só que não – O excesso de açucar deu-me dor de cabeça. Oh, yey.

À noite tive de fazer uma direta para ver as últimas versões dos trabalhos de mestrado dos meus alunos e comi imenso açúcar para me manter acordada. A única coisa que posso dizer é que funciona. Não faz bem, mas funciona.

Reflexão

Ao longo dos vários desafios “sem açúcar” que tenho experimentado, o processo tem sido muito similar. Quando se larga o açúcar há um periodo que no meu caso dura de 2 a 3 semanas de humor miserável, irritabilidade, dores de cabeça, desconforto gástrico e dificuldade em concentrar. Depois as coisas começam a assentar e tudo se torna mnos difícil. O sucesso desta aventura resde frequentemente no vocabilário gastronómico sem açúcar que possamos ou não ter e acho que é por isso que cada vez se vai tornando menos difícil fazer esta prática, porque eu sei de diferentes opções de coisas para comer quando tenho fome.

No meu caso, tem sido uma constante cair do caminho que me custa tanto traçar porque quando fico stresada mas tenho de trabalhar, os doces permitem-me ter um boost de energia que faz com que eu complete as coisas. O problema é que rapidamente volto à estaca zero.

Penso que é importante não desistir de uma coisa quando ela é boa para nós, e é o caso desta prática. à medida que o tempo passa vamos tendo diferents soluções e ideias para lidar com os nossos obstáculos e desafios, o que é uma grande vantagem.

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