Um ano artístico [agosto/setembro]

Agosto desbloqueou-me. Em junho e julho fui lembrada da importância de me divertir e de gostar daquilo que faço; agosto deu-me forças e oportunidades e setembro permitiu-me tentar integrar criatividade e atividade profissional intensa.

Os conceitos de “arte” e “criatividade” são claramente pouco consensuais. No início do ano, confesso que quando pensava em “arte” e “criatividade” pensava sobretudo nas artes plásticas, performativas e escrita.

Estava a demorar a voltar a isso. Primeiro, estava completamente “desligada” deste lado, automatizada por uma carga de trabalho que além de ser grande eu sobrecarregava com expectativas irrealistas. Depois comecei a perceber que para ser criativa precisava de ócio, de aborrecimento, de tempo sem fazer nada de pré-programado (demorei algum tempo até perceber os contornos destas exigências).

Antes de perceber que a criatividade precisa do seu espaço e do seu tempo, e que este não pode exatamente ser preprogramado ao minuto, forcei-me a começar a desenhar, primeiro respondendo a pedidos de outros, depois indo um pouco além.

A seguir comecei a relaxar. Comecei a perceber que podia ser eficiente e dedicada no meu trabalho e também ter tempo para a minha criatividade. Quando a deixo fluir de forma orgânica, a atividade criativa não me consome energia, muito pelo contrário revitaliza-me. O truque está em dar-lhe tempo todos os dias, em permitir-me ter tempo livre (bem dizia em março que as lições daquele mês talvez fossem as mais importantes).

Finalmente, libertei-me do constrangimento de pensar em “arte” como artes plásticas, performativas e escrita e das expectativas de fazer tudo muito bem.

 

 

Comecei a cozinhar com mais regularidade, e a criar mais na cozinha. Sair do constrangimento do papel e da atividade mais “sentada” que coincide com o trabalho que faço mais nesta altura do ano, ajuda-me a relaxar e faz-me ter melhores ideias. Sinto quase como uma atividade meditativa, que ao mesmo tempo serve outras finalidades, como por exemplo tornar mais fácil a tarefa de comer coisas melhores e mais saudáveis (mesmo eu não sendo vegan, escolhi que a criatividade gastronómica fosse).

 

Aprendi a fazer pão em casa (sem máquina!) e também voltei a prestar mais atenção ao meu “jardim” e a produzir alimentos em casa, como cogumelos e outras ervas aromáticas, o que torna mais divertida a tarefa de fazer comida.

 

De resto, tenho feito sobretudo origamis e ofereço-me para coisas espontaneamente (tipo este desenho de andorinhas no vidro do armário da minha amiga Sara).

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Até o “dia dos primos pequenos” este ano gira em torno de atividades artísticas este ano.

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Estou de volta!

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